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Se seu filho
adquiriu certos comportamentos que são inadmissíveis
e você sabe que devem ser corrigidos, é importante
ter um plano para anular esse comportamento, e se manter dentro
deste plano. Se você mudar sua decisão no meio do caminho,
você poderá obter uma paz momentânea, mas, como
mostram os estudos, isto apenas tornará um mau comportamento
pior ainda.
Vamos dizer que o seu filho tenha um acesso de ira na fila do supermercado
pelo fato de você recusar a comprar algo que ele lhe pede.
Você não quer ter que comprar sempre alguma coisa todas
as vezes que for ao supermercado, mas ao mesmo tempo não
quer passar por aquela cena e constrangimento todas as vezes. Você
diz "não" várias vezes, mas a próxima
vez a criança faz uma birra das grandes. Então você
apanha aquilo que lhe pede e sai correndo do supermercado numa tentativa
desesperada de acalmar a criança. Você acabou que ensinar
a seu filho(a) que fazendo uma grande cena é o caminho da
conquista.
A realidade simples é que os pais que adotam algumas poucas
regras e as reforçam de maneira consistente são os
melhores pais. Pelo menos em matéria de disciplina. Disciplina
se propõe a ser uma forma de se ensinar alguma coisa, e não
aniquilar o espírito da criança. É preciso
ajudar a criança a ter respeito pelo pais, estrutura e limites.
Por outro lado, pais não devem ter domínio totalitário
sobre seus filhos.
Para acabar com o comportamento inapropriado:
· Não vacile. Se você diz não,
estabeleça uma regra, ou dê uma instrução,
e mantenha-se firme naquilo que foi estabelecido. Quando seu filho
argumentar, tudo o que você precisa fazer é ficar calmo
e resoluto.
· Siga as regras anteriores. Quando você perceber
que tem sido bem sucedido com seu filho, continue. Muitos pais desistem
quando estão começando a obter mudanças duradouras
no comportamento dos filhos.
· Não tente racionalizar quando a criança
está irada. Não funciona com adultos quando estão
com raiva, muito menos com criança. Quando seu filho faz
uma birra, ignore a gritaria. Mantenha-se sereno, sorria calmamente
e mantenha-se na sua decisão. Já é o suficiente
uma pessoa da família gritando, não é necessário
duas.
· Não tire a autoridade do seu/sua esposo(a).
É importante que seus filhos percebam cumplicidade entre
os pais, assim eles não ficam confusos, e você não
prejudica seu casamento. Filhos são mestres em jogar pai
contra mãe e vice-versa. Reconheça isto e se recuse
a jogar este jogo.
· Defina comportamentos claramente. Seja claro sobre
coisas específicas que você quer que mude ou sejam
feitas. Simplesmente dizer: "Pare com isso!" não
é suficiente. Melhor dizer, "Eu quero que você
se sente quieto naquela cadeira." Se você quer que seu
filho não faça mais birra no supermercado, você
deve explicar que você quer ele sentado no carrinho. "Você
vai falar baixinho e compreender que não vamos comer nada
até chegarmos em casa."
· Seja cauteloso com os excessos de castigos. Geralmente
gastar mais tempo com o seu filho o motivará mais a ter um
comportamento melhor do que as punições por ele não
ter seguido todas as regras. Parabenize-o por um bom comportamento.
· Não tente mudar mais do que um ou dois comportamentos
de uma só vez. Isso simplesmente não funciona,
além de que pequenas mudança proporcionam grandes
resultados.
John
C. Friel, Ph.D., e Linda D. Friel, M.A., são psicólogos
em Mineápolis no subúrbio de St. Paul e lideram grupos
terapêuticos para homens e mulheres. Eles também estão
a frente de uma clínica Clearlife/Lifeworks Clinics para
ajudar pessoas na mudança de hábitos. São autores
de : The Secrets of Dysfunctional Families, An Adult Child's Guide
to What's Normal, The Grown-Up Man, Rescuing Your Spirit, and The
Soul of Adulthood. Artigo extraído do livro: The 7 Worst
Things Parents Do de John C. Friel e Linda D. Friel
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